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Eduardo e Mônica eram um casal improvável — ele, um sonhador adolescente; ela, uma mulher do mundo, mais velha e experiente. Eles se conheceram por acaso, e de alguma forma, as diferenças viraram um ritmo ao qual os dois aprenderam a dançar. Ela o apresentou à arte, ao vinho e aos filmes estrangeiros; ele trouxe risadas, espontaneidade e bilhetes de amor escritos em guardanapos. Seus dias eram cheios de jazz, filosofia e conversas madrugada adentro. No papel, não combinavam, mas nas almas, sim. Em um mundo que cobra lógica, o amor deles era pura poesia — imperfeito, inesperado e inesquecível.